24 de dezembro de 2008

Twelve small steps, one giant disappointment.

Ama-o, e depois, mata-o. Como fez com todos os outros. Nunca gostou de ser amarrada ao universo da imaginação. Traços de um passado desenham o rumo para o qual segue o presente, histórias que se entrelaçam e voltam a criar um nó em sua garganta, lágrimas que escorrem de seus olhos e caem sobre sua roupa suja formando marcas muito mais profundas do que apenas círculos de água superficial no tecido. Continua jogando sal nas feridas abertas. A dor é constante, mas ao mesmo tempo a faz sentir-se melhor, a causa e a cura, a dor é a única verdade. A causa é a cura. Que final romântico, morrer de amor! Um ato que, analisando-se os seus pormenores, não é tão nobre assim. Morrer por amor, ou morrer para se livrar dele? A simplicidade é tão grande que o seu entendimento chega a ser complexo demais. Amar, ou morrer. Ou morrer para amar.

16 de outubro de 2008

Sunset

Nunca conheceremos a verdadeira liberdade

Uma vez que estamos presos dentro do Universo.

8 de outubro de 2008

Imensidão


tão quente e confortável o abraço que te cega
do mundo ao redor, gritando por socorro
um lugar pra se esconder da multidão
mãos que te afagam os cabelos
fazendo realidade fingir ser fantasia
tão suave, e tão mentiroso
mente mais a cada momento em que te conforta
que te faz até acreditar, mesmo que por alguns instantes,
que o mundo um dia ainda pode ser bonito.

29 de agosto de 2008

boom!erang

Estou chegando perto de casa
mas ninguém me disse que esse era o caminho errado
procuro abraçar o vazio
a sensação guardada no bolso
do abraço que não volta
que foi dar a volta ao mundo com suas novas asas
que eu havia arrancado
as aquarelas estão espalhadas por aí, abertas
ainda resta um pouco daquela sua canção no meu ouvido
espero na chuva algo que ela não me traz
nostalgia pelo que eu jamais vivi
e no final tudo não passava de apenas mais um sonho bonito.

3 de maio de 2008

NaOH 40g/L

Desces até o âmago de meu crânio,
caído no nada,
flutuando nos pêlos da aranha imensa que grita,
e não correspondes ao abraço que me salva do vazio.
Tens medo do que falariam,
esses horrendos anjos que chamamos de humanos,
animais que escorreram pelas frestas da Criação,
ridiculamente horrendos em sua imperfeição não-linear.
Tu rebobinas o filme que passa intermitente em minha cabeça que treme,
guardas meu cinema particular e me levas para um café,
como sempre.
O toque do verme me cega,
o húmus necrófago devora meus olhos,
a serpente desperta com fome e não estás aqui,
me deixaste de pé ao sol com as cicatrizes ardendo abertas,
a rosa seca no centro do Universo.
Amo você?