2 de julho de 2007

Dormitório 102.

Cada vez mais segundos se passam e a distância me faz pensar. A saudade agora vem não sem manifestar-se e lembro do teu sorriso e do toque exato de minha boca em teu pescoço.
Tu não hesitas em desligar o telefone, sentes a parede em tuas costas, o corredor se estreita e estamos em qualquer lugar rodeados pelo branco, tua pele é macia e suavemente te beijo na nuca, sentes minha pele juntar-se à tua, enquanto tua boca teima em saciar-se junto à minha, e desliza pelo pescoço nu, e desce pela pele morena e lisa que me encobre, e novamente inventamos asas e fugimos no branco da parede gélida, pele nua no corredor estreito.
Escuto teu coração que se acalma aos poucos, enquanto afagas meus cabelos molhados, e adormecemos escutando o velho Hendrix ao longe que diz: "voe, pequena asa".