24 de novembro de 2011

Sensonolência

senso no lento sono do senso comum
só soa sengo sem senso algum

28 de julho de 2011

Azzurra

fluxos de pensamento vagando em cardumes
o oceano astral revolvendo-se
orquestra solar
relógios que tictacteiam intermitentes
o aqui dissolve-se entre o dentro e o fora
extracorpóreo
arranha-céus que desmoronam em câmera lenta
berçários de estrelas
acordar embalando-se nas cores quentes do começo da manhã

30 de março de 2011

vai, vai! e corre,
antes que teu anjo seque,
e as horas não passem mais no tempo certo
antes que o amanhã adormeça nos braços do pôr-do-sol de hoje
voa! enquanto é tempo
pequena asa,
as folhas não caem mais da cerejeira
tua dança continua, dance!
nunca pare
- essa é a regra, nunca pare
não perca tempo! afinal, é tarde e está escurecendo
dance só mais esta canção
e vá