Calling the emergency
Turning all the lights down
The sound of the end is rising above
Baby, you shouldn't stop the dance
The light of the magic is getting brighter
Baby, you can't stop the dance now
Running with scissors
Playing in the eye of a hurricane
Let's start a war,
I want some entertainment on my tv
The sound of the end is rising above
Baby, you shouldn't stop the dance
The madness screams are getting higher
Baby, you can't stop the dance
The smell of the streets is getting harder
Baby, you shouldn't stop the dance
All of my faith is getting lower
Baby you can't stop the dance now
Can't stop, shouldn't, can't stop, the dance, shouldn't, can't stop
3 de dezembro de 2009
911
26 de novembro de 2009
19 de novembro de 2009
Penitenciária de tinta
Do âmago de meu crânio escorre a tinta e as idéias se criam dela, como nuvens coloridas que se formam ao que meus ossos – em seu tom opaco – martelam e martirizam as teclas neuróticas da Olivetti. Tu transformas minha penitenciária num palco de teatro – imenso e vazio – onde ocorrem as chacinas de idéias que nunca existiram, de rostos que não vi em meus textos.
O sangue é a tinta da minha pena cerebral, que voa e jorra parra iniciar o quarto ato – sem pausa para café. As mãos inertes agora fagocitam minhas idéias – e choram rosas de prata sobre o palco – é o fim do espetáculo. Meu texto embaça meus próprios olhos, já não sei o que estou escrevendo, as palavras soltam-se do pergaminho para virem beijar-me a face. Sangue na Olivetti.
17 de novembro de 2009
Linoleum
Cada vez mais segundos se passam e a distância me faz pensar
No que passou, no que foi deixado de lado
Minhas cicatrizes estão secando ao sol
Minha cabeça estremece intermitente e meu Olho gira ao redor de si para enxergar melhor o que não vejo por mim mesma
Um abraço reconfortante vindo de algum lugar absorve minhas dores, em seguida multiplica-as e injeta-as novamente em minha pele fria
Minha pele fria na chuva
Cicatrizes ardendo abertas
Meu pensamento congelado em tua face
A doce e dissonante melodia que inseriste em meus ouvidos, agora envenena-me e seus fios saem por minha boca e se entrelaçam com meus braços, teu abraço
Teu doce abraço
Quase que auto-flagelação
Me mata, e ao mesmo tempo me salva do vazio
Os braços que confortam e afagam já não estão mais aqui
Já não estão mais em ti, tampouco em mim
Entretanto continuamos assim - a mesma pessoa
Dividimo-nos entre o racional e o sonho
Pseudorrealidade que aos poucos me consome, e eu continuo aqui definhando como um animal atropelado, no chão frio sob a chuva
Cortando minha pele com os fios de infelicidade mortal que dilaceram e estilhaçam a pele em pedaços paralelos
Vamos passear no lado obscuro da Lua, meu amor
11 de novembro de 2009
Saturno
o Padrinho
o regente da orquestra galáctica que desenrola-se pelo universo
tocando seu jazz psicossomático
desabrochando dentro do Olho
para então desaparecer
silencioso e eterno
no princípio
da escada
que ter
mina
na m
arg
em
10 de novembro de 2009
para Hans
Teus sonhos, fazer tudo desmoronar
Em um segundo, é a causa do teu sofrimento,
A tua dor, ela é a causa, o vício que te consome,
E seca dentro, e volta, a causa, o que te
Faz sentir submisso a tudo, dependente do
Abraço que fagocita teu sorriso, o beijo de Judas,
As atrocidades horrendas que teu coração aguenta;
Depois tu dizes que não és forte, talvez tua causa
Seja acima de tudo tua cura, ou talvez o passo
Que falta para o fundo do poço; no entanto acreditas que
Ainda exista um remédio por trás da droga que te
Envenena aos poucos e te deixa tão bem, e tão mal.
E tu ainda acreditas na causa e na cura