É hora de acordar e ver o que restou de ontem
Arranha-céus cutucando a barriga da atmosfera que respira
Costelas flutuantes
Corpos amontoados no gramado
Sendo devorados pela tarde que murcha aos poucos
Ouvindo John cantar que o amor dela está morto,
Que ela acha que precisa de você
Sentir a energia emanar do Universo
Pousando em sua face
Tente pegá-la
8 de dezembro de 2010
24 de novembro de 2010
Não jogue sua vida fora.
Não! Pare agora
Coisas boas não duram pra sempre
Tente ser algo diferente
Do que você é,
Ou do que você pensa ser
E ainda nem me sinto dos melhores
Ainda me pergunto aonde estou me levando
E no entanto, continuo dançando
Fora do compasso,
Me dizes "meu bem, não chores"
E vou entrelaçando-me no teu abraço
E perdendo-me nas lembranças do teu beijo
Que cura tudo.
Um súbito alívio desenlaça o nó em minha garganta
E teu conforto ainda se faz presente
Minha cicatriz arde, mas logo passa
Sinto teu corpo quente,
Que ainda me abraça
Mesmo no instante de uma memória distante
Que se parece com um sonho bizarro
Não! Pare agora
Coisas boas não duram pra sempre
Tente ser algo diferente
Do que você é,
Ou do que você pensa ser
E ainda nem me sinto dos melhores
Ainda me pergunto aonde estou me levando
E no entanto, continuo dançando
Fora do compasso,
Me dizes "meu bem, não chores"
E vou entrelaçando-me no teu abraço
E perdendo-me nas lembranças do teu beijo
Que cura tudo.
Um súbito alívio desenlaça o nó em minha garganta
E teu conforto ainda se faz presente
Minha cicatriz arde, mas logo passa
Sinto teu corpo quente,
Que ainda me abraça
Mesmo no instante de uma memória distante
Que se parece com um sonho bizarro
9 de novembro de 2010
DC
teu riso ainda permanece em mim.
sinto agora tua voz de boas vindas à vida
sussurrando em meu ouvido, não chore
mas é inevitável
tu, sempre a pessoa que não se abala
que ri até nos momentos mais taciturnos
um riso alto, sem medos, sem restrições
invadindo nossos ouvidos e mentes
incrível como teu humor penetra quem te rodeia
sempre linda, tu me dizia
cada vez mais linda essa minha sobrinha
me perdoe por eu não ter me despedido de ti
e me perdoe por eu não estar linda hoje
mas é tão difícil
meu Don Corleone
é egoísmo meu te querer aqui
eu sei
mas sinto tua falta.
sinto agora tua voz de boas vindas à vida
sussurrando em meu ouvido, não chore
mas é inevitável
tu, sempre a pessoa que não se abala
que ri até nos momentos mais taciturnos
um riso alto, sem medos, sem restrições
invadindo nossos ouvidos e mentes
incrível como teu humor penetra quem te rodeia
sempre linda, tu me dizia
cada vez mais linda essa minha sobrinha
me perdoe por eu não ter me despedido de ti
e me perdoe por eu não estar linda hoje
mas é tão difícil
meu Don Corleone
é egoísmo meu te querer aqui
eu sei
mas sinto tua falta.
3 de novembro de 2010
the Passenger
walking down the street looking for something to believe
waiting for the sun to come up and heat my skin
warm touches and shy smiles
your parfum
and it feels so
unattainable
I can picture your eyes kissing my skin
you say my body is warm now
deep breathing
you're falling asleep
but keep huggin' me hard
and I know
no, you won't leave me here alone
leave me here alone
tell me it's not over yet
waiting for the sun to come up and heat my skin
warm touches and shy smiles
your parfum
and it feels so
unattainable
I can picture your eyes kissing my skin
you say my body is warm now
deep breathing
you're falling asleep
but keep huggin' me hard
and I know
no, you won't leave me here alone
leave me here alone
tell me it's not over yet
24 de setembro de 2010
Antes da manhã
Ontem vaguei só pelas ruas sinuosas de qualquer lugar
enquanto as luzes dos postes se apagavam uma a uma atrás
de mim e os raios solares brotavam da névoa matinal, a
eterna flor do dia desabrochando em minha face -
um dirigível flutuava sutil no céu da manhã
indo para qualquer lugar
procurando chegar em casa
Meus pés me arrastam pelas calçadas de largas avenidas
bêbados cambaleantes acompanham o respirar da cidade
sonolenta, ainda não desperta, ainda preguiçosa sob
meus pés; seu grotesco dançar mecânico que me
leva aos cafés, para então fazer despertar minha garganta
automático
psicossomático
Então, encontro-me ao acaso com um velho amigo
que nunca vi, tampouco fazia idéia de que se encontra ali
ele sutilmente toma um gole da xícara de café em sua mesa
e traga seu horrendo cigarro em pausas lentas, inclina-se
levemente para o lado enquanto pousa e descansa o
cotovelo esquerdo sobre o braço da cadeira,
inspira calmamente acomodando-se ao conforto
de seu assento de madeira maciça e tosse
secamente
Limpa e purifica a garganta flagelada
com a doce ardência do puro café
que ferve
Seu chapéu panamá permanece pendurado sobre sua vasta cabeleira negra
pendendo inclinado a um lado da cabeça, escondendo seus olhos,
martirizados pelos fantasmas brancos que escapam de
sua boca e fogem para o teto
Sua mão direita, que antes segurava o cigarro, agora pressiona-o
contra o fundo do cinzeiro a fim de apagar a brasa
Larga a ponta no cinzeiro e eleva gentilmente a mão até
a altura do nariz, enquanto estica o dedo indicador
em minha direção e convida-me a sentar à mesa -
há uma cadeira vaga a seu lado esquerdo
destinada somente a mim
Nossas conversas são triviais, como um diálogo qualquer em um filme de
Tarantino
caminhamos pela cidade inteira com nossos olhos cansados e
nossa mente febril e inquieta
arremessamos nossas garrafas de cerveja barata contra uma
vitrina só para observar os milhões de cacos brilharem por
instantes no ar e pousarem ao chão
assistimos a dois homens de terno preto, ombros
largos e feições grotescas que ocupavam-se em
jogar um enorme saco de lixo de cima
da ponte, para dentro do rio
(isso é bem comum por aqui)
Fugimos do Sol
nos amamos numa parede cinza
enquanto as luzes dos postes se apagavam uma a uma atrás
de mim e os raios solares brotavam da névoa matinal, a
eterna flor do dia desabrochando em minha face -
um dirigível flutuava sutil no céu da manhã
indo para qualquer lugar
procurando chegar em casa
Meus pés me arrastam pelas calçadas de largas avenidas
bêbados cambaleantes acompanham o respirar da cidade
sonolenta, ainda não desperta, ainda preguiçosa sob
meus pés; seu grotesco dançar mecânico que me
leva aos cafés, para então fazer despertar minha garganta
automático
psicossomático
Então, encontro-me ao acaso com um velho amigo
que nunca vi, tampouco fazia idéia de que se encontra ali
ele sutilmente toma um gole da xícara de café em sua mesa
e traga seu horrendo cigarro em pausas lentas, inclina-se
levemente para o lado enquanto pousa e descansa o
cotovelo esquerdo sobre o braço da cadeira,
inspira calmamente acomodando-se ao conforto
de seu assento de madeira maciça e tosse
secamente
Limpa e purifica a garganta flagelada
com a doce ardência do puro café
que ferve
Seu chapéu panamá permanece pendurado sobre sua vasta cabeleira negra
pendendo inclinado a um lado da cabeça, escondendo seus olhos,
martirizados pelos fantasmas brancos que escapam de
sua boca e fogem para o teto
Sua mão direita, que antes segurava o cigarro, agora pressiona-o
contra o fundo do cinzeiro a fim de apagar a brasa
Larga a ponta no cinzeiro e eleva gentilmente a mão até
a altura do nariz, enquanto estica o dedo indicador
em minha direção e convida-me a sentar à mesa -
há uma cadeira vaga a seu lado esquerdo
destinada somente a mim
Nossas conversas são triviais, como um diálogo qualquer em um filme de
Tarantino
caminhamos pela cidade inteira com nossos olhos cansados e
nossa mente febril e inquieta
arremessamos nossas garrafas de cerveja barata contra uma
vitrina só para observar os milhões de cacos brilharem por
instantes no ar e pousarem ao chão
assistimos a dois homens de terno preto, ombros
largos e feições grotescas que ocupavam-se em
jogar um enorme saco de lixo de cima
da ponte, para dentro do rio
(isso é bem comum por aqui)
Fugimos do Sol
nos amamos numa parede cinza
17 de agosto de 2010
018081
A luz encontra meus olhos ainda semicerrados
fazendo cócegas em minha pele. Sinto o prana
flutuar em minha direção, penetrando em meus
poros para em seguida abraçar meu superego,
que solta um riso gostosamente contido, a pura
satisfação pelo aqui. O céu é quente como o
abraço que me deste antes de partir, e agora
o sinto em mim como uma canção doce, um
cotonete macio, nossa música; dividimos um
cigarro. Sou a célula epitelial. Estarei ao leste
daqui a um mês e olharei nos teus olhos
fazendo cócegas em minha pele. Sinto o prana
flutuar em minha direção, penetrando em meus
poros para em seguida abraçar meu superego,
que solta um riso gostosamente contido, a pura
satisfação pelo aqui. O céu é quente como o
abraço que me deste antes de partir, e agora
o sinto em mim como uma canção doce, um
cotonete macio, nossa música; dividimos um
cigarro. Sou a célula epitelial. Estarei ao leste
daqui a um mês e olharei nos teus olhos
8 de agosto de 2010
Exista
Silhuetas distantes em algum lugar
Sentado sozinho em sua cama
Um copo de cerveja e uma garrafa de whisky
Eu sei, não é fácil simplesmente ignorar
Dedos queimados
O queimar humano
Dois cigarros
Poesias que levantam vôo, dão a volta
e pousam no mesmo lugar
Mude sua maneira de pensar
ou então não pense.
Dois mil anos em uma lata de lixo
Sendo devorado pelo Belo
a carne.
Vai e volta
pra nenhum lugar - aqui.
Teclas do piano que não toquei
Rostos dos quais levo o olhar
roubo-os e os sinto queimar em mim.
Pense agora. AGORA!
Venha mais perto
Mais perto
Perto.
Sentado sozinho em sua cama
Um copo de cerveja e uma garrafa de whisky
Eu sei, não é fácil simplesmente ignorar
Dedos queimados
O queimar humano
Dois cigarros
Poesias que levantam vôo, dão a volta
e pousam no mesmo lugar
Mude sua maneira de pensar
ou então não pense.
Dois mil anos em uma lata de lixo
Sendo devorado pelo Belo
a carne.
Vai e volta
pra nenhum lugar - aqui.
Teclas do piano que não toquei
Rostos dos quais levo o olhar
roubo-os e os sinto queimar em mim.
Pense agora. AGORA!
Venha mais perto
Mais perto
Perto.
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