17 de agosto de 2010

018081

A luz encontra meus olhos ainda semicerrados
fazendo cócegas em minha pele. Sinto o prana
flutuar em minha direção, penetrando em meus
poros para em seguida abraçar meu superego,
que solta um riso gostosamente contido, a pura
satisfação pelo aqui. O céu é quente como o
abraço que me deste antes de partir, e agora
o sinto em mim como uma canção doce, um
cotonete macio, nossa música; dividimos um
cigarro. Sou a célula epitelial. Estarei ao leste
daqui a um mês e olharei nos teus olhos

8 de agosto de 2010

Exista

Silhuetas distantes em algum lugar
Sentado sozinho em sua cama
Um copo de cerveja e uma garrafa de whisky

Eu sei, não é fácil simplesmente ignorar
Dedos queimados
O queimar humano

Dois cigarros

Poesias que levantam vôo, dão a volta
e pousam no mesmo lugar
Mude sua maneira de pensar
ou então não pense.

Dois mil anos em uma lata de lixo

Sendo devorado pelo Belo
a carne.
Vai e volta
pra nenhum lugar - aqui.
Teclas do piano que não toquei

Rostos dos quais levo o olhar
roubo-os e os sinto queimar em mim.

Pense agora. AGORA!

Venha mais perto

Mais perto

Perto.