12 de dezembro de 2007

When your eyes are hungry...


...and your mouth starts to bleed,
and you're naked, running in circles,
trying to find an escape exit,
the world is laughing from your face,
and the words you pronounce can't be heard,
and the tears you shad can't stop falling,
and the anger you feel can't be more than a feeling stuck in your little mind,
between thousand and thousand voices claming for peace,
claming for a chance to live again...
Between the gray of the big cities,
I do believe there's a red heart beating, breathing,
fighting for a chance to change the rules of the game,
but I'm seeing something bigger,
bigger than any other race or nation,
and that's so powerful, and it's burning of power,
and it controls every race in the whole world.
The lights are all shining upon it,
it's raining on a cold cold night of autumn
and the most part of the world is feeling the rain falling in their skins,
not because they want to, but because they don't have an option.
And the powerful hand that controls the world
doesn't even care about it, where's the power now?
Are them using the power to sell people life for the economy?
Are they satisfacted with their treasures,
when million of people die every day in the whole world,
hungry, with no home, with no fate, with no salvation!
Are you, America, thinking you can play with us,
the same way as your children use to play with their toy dolls?
We have feelings, America, and we don't need your intervention,
and we don't want to be hammered by your "consequences to keep the economy growing".
We don't need to die for you, we don't need to be used like pieces of a puzzle,
we need to LIVE, America, we need to become human.

7 de outubro de 2007

hiperatividade

tenho tics nervosos a toda hora e não paro de mexer nos cabelos.

1 de setembro de 2007

Branco.

Branco, como o sussurro incessante do vento ao tocar a pele quente, sinto agora braços ao redor de minhas costas, mãos suaves tocando-me devagar, vejo imagens morbidamente belas enquanto sinto a imprecisão de toques que chegam até a superfície e voltam, mãos, dedos finos de unhas roídas, ansiosas, toques. E para ti, que me chamas louca por apreciar o belo do mórbido, agora tua pele empalidece e tuas mãos se tornam frias, ah, como estás lindo num tom admirável branco, impurezas do branco, teu toque, leve, quente, teu olho, azul...
Tu suas pelas mãos que dançam pelas curvas dos corpos na lua, dança de raios lunares, mãos, braços e pele nua, a pele branca, tornando-se morena a cada toque preciso e lento demais, o espaço gira ao redor do corpo, e dois espaços giram então entrelaçando-se ao redor de dois corpos entrelaçados, as mãos descansam na pele desnuda e pálida, verve, quente, dedos dançam pelas cinzas inconstantes e encostam-se na face da pele, o vento nos dedos, a pele na lua, lua de pele, branco...

2 de julho de 2007

Dormitório 102.

Cada vez mais segundos se passam e a distância me faz pensar. A saudade agora vem não sem manifestar-se e lembro do teu sorriso e do toque exato de minha boca em teu pescoço.
Tu não hesitas em desligar o telefone, sentes a parede em tuas costas, o corredor se estreita e estamos em qualquer lugar rodeados pelo branco, tua pele é macia e suavemente te beijo na nuca, sentes minha pele juntar-se à tua, enquanto tua boca teima em saciar-se junto à minha, e desliza pelo pescoço nu, e desce pela pele morena e lisa que me encobre, e novamente inventamos asas e fugimos no branco da parede gélida, pele nua no corredor estreito.
Escuto teu coração que se acalma aos poucos, enquanto afagas meus cabelos molhados, e adormecemos escutando o velho Hendrix ao longe que diz: "voe, pequena asa".

27 de junho de 2007

Pornô.

Tu caminhas em minha direção, tua face familiar não me confunde, pensas o que quero, não adivinhas, queres. sabes o que quero.
Estamos sozinhos aqui outra vez, tu beijas meu pescoço abraçando-me devagar numa dança lenta demais, enquanto teus braços se entrelaçam devagar em minhas costas lisas, tua pele pálida reflete a réstia de luz que escorre dos vãos da janela.
O gosto do teu beijo é doce, como o veneno mais puro que me contamina e purifica, teu abraço é macio e teu toque verve me implica a abraçar-te mais forte, mas não tenho forças pra isso, tu tiras todas as minhas forças, teu toque.
Sinto de leve a parede encostar em minhas costas quentes e o vapor se condensar no espelho. Continuas beijando meu pescoço, e agora desces até minha barriga, ouço lovers rock tocando baixinho em algum lugar do aposento.
Cada vez mais tudo vai se distanciando e eu pareço flutuar sobre as horas que passam lentamente, sinto agora teu toque quente mas não sei como explicar, o macio de tua pele branca - agora suada - é estonteantemente verve e tu fagocitas cada pedaço de meu corpo que se recusa a repousar agora, eu me perco e não sei a direção para voltar, muito menos pretendo achar o caminho de volta.