Tu caminhas em minha direção, tua face familiar não me confunde, pensas o que quero, não adivinhas, queres. sabes o que quero.
Estamos sozinhos aqui outra vez, tu beijas meu pescoço abraçando-me devagar numa dança lenta demais, enquanto teus braços se entrelaçam devagar em minhas costas lisas, tua pele pálida reflete a réstia de luz que escorre dos vãos da janela.
O gosto do teu beijo é doce, como o veneno mais puro que me contamina e purifica, teu abraço é macio e teu toque verve me implica a abraçar-te mais forte, mas não tenho forças pra isso, tu tiras todas as minhas forças, teu toque.
Sinto de leve a parede encostar em minhas costas quentes e o vapor se condensar no espelho. Continuas beijando meu pescoço, e agora desces até minha barriga, ouço lovers rock tocando baixinho em algum lugar do aposento.
Cada vez mais tudo vai se distanciando e eu pareço flutuar sobre as horas que passam lentamente, sinto agora teu toque quente mas não sei como explicar, o macio de tua pele branca - agora suada - é estonteantemente verve e tu fagocitas cada pedaço de meu corpo que se recusa a repousar agora, eu me perco e não sei a direção para voltar, muito menos pretendo achar o caminho de volta.
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