24 de novembro de 2011

Sensonolência

senso no lento sono do senso comum
só soa sengo sem senso algum

28 de julho de 2011

Azzurra

fluxos de pensamento vagando em cardumes
o oceano astral revolvendo-se
orquestra solar
relógios que tictacteiam intermitentes
o aqui dissolve-se entre o dentro e o fora
extracorpóreo
arranha-céus que desmoronam em câmera lenta
berçários de estrelas
acordar embalando-se nas cores quentes do começo da manhã

30 de março de 2011

vai, vai! e corre,
antes que teu anjo seque,
e as horas não passem mais no tempo certo
antes que o amanhã adormeça nos braços do pôr-do-sol de hoje
voa! enquanto é tempo
pequena asa,
as folhas não caem mais da cerejeira
tua dança continua, dance!
nunca pare
- essa é a regra, nunca pare
não perca tempo! afinal, é tarde e está escurecendo
dance só mais esta canção
e vá

8 de dezembro de 2010

Coruja mãe

É hora de acordar e ver o que restou de ontem

Arranha-céus cutucando a barriga da atmosfera que respira

Costelas flutuantes

Corpos amontoados no gramado

Sendo devorados pela tarde que murcha aos poucos

Ouvindo John cantar que o amor dela está morto,

Que ela acha que precisa de você


Sentir a energia emanar do Universo

Pousando em sua face

Tente pegá-la

24 de novembro de 2010

Não jogue sua vida fora.
Não! Pare agora
Coisas boas não duram pra sempre
Tente ser algo diferente
Do que você é,
Ou do que você pensa ser

E ainda nem me sinto dos melhores
Ainda me pergunto aonde estou me levando
E no entanto, continuo dançando
Fora do compasso,
Me dizes "meu bem, não chores"

E vou entrelaçando-me no teu abraço
E perdendo-me nas lembranças do teu beijo
Que cura tudo.

Um súbito alívio desenlaça o nó em minha garganta
E teu conforto ainda se faz presente
Minha cicatriz arde, mas logo passa
Sinto teu corpo quente,
Que ainda me abraça

Mesmo no instante de uma memória distante
Que se parece com um sonho bizarro

9 de novembro de 2010

DC

teu riso ainda permanece em mim.
sinto agora tua voz de boas vindas à vida
sussurrando em meu ouvido, não chore
mas é inevitável

tu, sempre a pessoa que não se abala
que ri até nos momentos mais taciturnos
um riso alto, sem medos, sem restrições
invadindo nossos ouvidos e mentes
incrível como teu humor penetra quem te rodeia

sempre linda, tu me dizia
cada vez mais linda essa minha sobrinha
me perdoe por eu não ter me despedido de ti
e me perdoe por eu não estar linda hoje
mas é tão difícil

meu Don Corleone
é egoísmo meu te querer aqui
eu sei
mas sinto tua falta.

3 de novembro de 2010

the Passenger

walking down the street looking for something to believe
waiting for the sun to come up and heat my skin
warm touches and shy smiles
your parfum
and it feels so
unattainable


I can picture your eyes kissing my skin
you say my body is warm now
deep breathing

you're falling asleep
but keep huggin' me hard



and I know
no, you won't leave me here alone
leave me here alone


tell me it's not over yet