1 de setembro de 2007

Branco.

Branco, como o sussurro incessante do vento ao tocar a pele quente, sinto agora braços ao redor de minhas costas, mãos suaves tocando-me devagar, vejo imagens morbidamente belas enquanto sinto a imprecisão de toques que chegam até a superfície e voltam, mãos, dedos finos de unhas roídas, ansiosas, toques. E para ti, que me chamas louca por apreciar o belo do mórbido, agora tua pele empalidece e tuas mãos se tornam frias, ah, como estás lindo num tom admirável branco, impurezas do branco, teu toque, leve, quente, teu olho, azul...
Tu suas pelas mãos que dançam pelas curvas dos corpos na lua, dança de raios lunares, mãos, braços e pele nua, a pele branca, tornando-se morena a cada toque preciso e lento demais, o espaço gira ao redor do corpo, e dois espaços giram então entrelaçando-se ao redor de dois corpos entrelaçados, as mãos descansam na pele desnuda e pálida, verve, quente, dedos dançam pelas cinzas inconstantes e encostam-se na face da pele, o vento nos dedos, a pele na lua, lua de pele, branco...

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