17 de agosto de 2010

018081

A luz encontra meus olhos ainda semicerrados
fazendo cócegas em minha pele. Sinto o prana
flutuar em minha direção, penetrando em meus
poros para em seguida abraçar meu superego,
que solta um riso gostosamente contido, a pura
satisfação pelo aqui. O céu é quente como o
abraço que me deste antes de partir, e agora
o sinto em mim como uma canção doce, um
cotonete macio, nossa música; dividimos um
cigarro. Sou a célula epitelial. Estarei ao leste
daqui a um mês e olharei nos teus olhos

5 comentários:

diogo disse...

eu já fui uma célula epitelial também..

ana paula cansian disse...

tu já foi Shiva, meu bem.

Gabriel Andreolli disse...

Tá devendo um olhar, pra me contar a respeito do 'Silêncio'!
Curti muito esse!

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bill o mexicano louro do Alabama disse...

achei lindo esse meu, me deu uma certa nostalgia, hahah ;D